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Dispositivo inventado por Jasmin, no século XX. É constituído por um certo número de lâminas de aço temperado justapostas e previamente magnetizadas até a saturação. As lâminas estão colocadas umas sobre as outras, com os pólos do mesmo nome para o mesmo lado, formando uma espécie de ferradura. Na parte exterior, existe uma lâmina de latão que prende as armaduras. Este tipo de íman apresenta uma grande força retensora, consequência de apresentar várias lâminas de aço justapostas que foram magnetizadas separadamente. É utilizado no levantamento de corpos de grande peso.

Construído por William Gilbert, em 1751. Não é mais do que um pedaço de magnetite talhada em forma de esfera e que apresenta uma faixa preta as suas regiões hemisféricas: norte e sul. Em contacto com cada um dos hemisférios existem duas peças polares, onde esta suspensa uma peça em aço de forma triangular, que e atraída por um magnete. No vértice inferior do triângulo podem-se suspendes diferentes pesos. Na base do suporte, por baixo do magnete, existe uma almofada que amortece o impacto resultante da queda do corpo suspenso do magnete. Este dispositivo permite calcular a força de ruptura provocada por corpos de pesos diferentes quando se desprendem do magnete que as sustenta.

Instrumento inventado por Eugene Bourdon, no século XIX, que apresenta vários tipos, sendo o mais comum o de coluna líquida. Este aparelho é constituído por um tubo em forma de U, um ponteiro e uma caixa. Utiliza-se na medição da pressão de fluidos (líquidos ou gases) e em particular na medição da pressão atmosférica.

Instrumento inventado em 1837 pelo cientista norte-americano Samuel Finley Breese Morse (1791-1872).
Este aparelho consiste na abertura e fecho de um interruptor metálico que faz parte de um circuito eléctrico. Fechando o interruptor flui no circuito uma corrente eléctrica. Um ponteiro integrado traça numa fita de papel pontos e traços representativos do alfabeto e de outros sinais gráficos, sinais estes que formam mensagens que podem ser transmitidas a pontos distantes.

Em 1804, Richard Trevithick construiu a primeira máquina capaz de aproveitar vapor a pressões elevadas.
É constituída por uma caldeira ou gerador de vapor, um cilindro fechado ou corpo de bomba onde se encontra um êmbolo.
Na época foi a primeira locomotiva com sucesso. Porém o seu sucesso foi efémero pois avariava constantemente. Daí outros inventores ingleses se terem dedicado a aperfeiçoá-la.
Destina-se a produzir movimento à custa de vapor a pressão elevada.

Aparelho imaginado por Victor Regnault por volta de (1810-1878); O primeiro modelo prático, que permitiu um vazio de 1/100 mm hg foi idealizado por Heinsich.
Possui dois reservatórios em vidro: um deles, fechado e fixo a um tubo barométrico; o outro, livre, pode deslocar-se verticalmente por rotação da manivela que está ligada a um volante por um sistema de engrenagens.
Com o reservatório móvel na posição mais alta e com o canal de aspiração fechado, verte-se mercúrio para dentro do reservatório fixo até o encher completamente e para o tubo manométrico. Fechando a comunicação com a atmosfera, o mercúrio desce ao longo do reservatório fixo e pelo tubo barométrico até um certo nível; o vazio forma-se na zona acima do nível de mercúrio.
Este aparelho serve para obter uma situação de vazio.

A máquina de Atwood foi inventada pelo físico Atwood em meados do século XIX. Consiste numa roldana de eixo horizontal em cuja gola passa um fio comprido que sustenta dois corpos de massas iguais, um em cada extremidade. Colocando um dos corpos a nível bastante superior ao do outro, e sobrecarregando aquele com outro corpo de muito menor massa, o sistema move-se na vertical, com movimento uniformemente acelerado cuja aceleração, maior ou menor, depende dos valores de massas iguais dos corpos que estão suspensos e da massa do corpo que se adicionou. Para minimizar o efeito de atrito sobre o eixo da roldana, esta apoia-se sobre a periferia das outras quatro roldanas o que permite grande mobilidade da primeira. Permite a determinação da aceleração dos corpos em movimento e ainda, testar as leis da mecânica.

Máquina electrostática inventada por Jesse Ramsden ente 1735 e 1800. Este aparelho é constituído por um disco de vidro, que tem acoplado a si quatro almofadas montadas em superfícies verticais para amortecer o atrito, e por colectores de carga ligados a uma estrutura de condutores isolados. Funciona como um gerador mecânico de electricidade de alta tensão que visa produzir electricidade por atrito.

Máquina inventada por Robert Van de Graaf por volta de 1929 e apresentada em 1943. É constituída essencialmente por uma esfera em metal e por duas roldanas. Apresenta uma correia isolante que é posta em movimento por acção de um motor eléctrico. Através de uma ponta metálica, a correia recebe carga eléctrica de um gerador de alta tensão ficando electrizada. A correia por sua vez transporta a carga eléctrica até ao interior da esfera através de uma escova. Junto à esfera metálica, encontra-se uma segunda roldana que também está ligada à correia tal como a primeira roldana. A carga eléctrica acumulada no interior da esfera, da ordem dos dez milhões de volts, passa para a superfície exterior através da ponta metálica. Este instrumento tem como objectivo produzir voltagens muito elevadas capazes de acelerar partículas atómicas.

É uma máquina electrostática construída por James Winshurts, em 1882 . Este aparelho possui dois discos de material acrílico, posicionados no mesmo eixo e muito próximos um do outro. Os discos giram em sentidos opostos sempre que o eixo é accionado por uma manivela. A direcção da manivela deve ser compatível com a direcção dos ponteiros do relógio que lhe está associado. Este dispositivo destina-se a separar cargas eléctricas geradas por indução, devido á alta tensão estabelecida entre os seus terminais esféricos. As cargas eléctricas acumuladas nesses terminais, por descarga, produzem faíscas eléctricas.

Instrumento inventado por Ferdinand Carré, em 1859.
É constituído por dois discos (um de ebonite e outro de vidro) que giram em sentido contrário, por acção de uma manivela que comunica com uma corda enrolada na gola de duas roldanas. Na extremidade do prato do disco de ebonite, encontram-se dois pentes com o mesmo diâmetro dos pentes que estão em comunicação com os condutores.
Para se carregar esta máquina eléctrica, os condutores devem ser afastados.
O prato do disco de vidro electriza-se positivamente devido ao atrito causado pelo prato do disco de ebonite que se encontra sobre o pente inferior.
Esta máquina produz electricidade de tensão elevada.

Aparelho inventado por Sebastião Carvalho Leme, em 1957. É uma câmara escura com uma objectiva, distinguindo-se pelo formato da imagem que produzem. O funcionamento actual da maior parte das câmaras 24x36, é automático. A electrónica utilizada permite o arrastamento e rebobinagem do filme por motor; a leitura da sensibilidade do filme a exposição é regulada por um microprocessador e pelas células fotoeléctricas, a regulação automática do flash a autocorrecção de certos erros, etc. Os elementos constituintes principais são: a objectiva, o espelho, a ocular do visor, o disparador, o obturador, o pentaprisma e o auto foco. É um instrumento óptico destinado ao registo permanente de imagens numa superfície fotossensível.

Instrumento inventado por Zénobe Gramme, em 1869.
Aparelho composto por um poderoso íman de Jasmin em forma de ferradura, (o indutor) e por um anel – o de Gramme (o induzido) e por um colector. O anel referido é constituído por um núcleo em forma de anel, em ferro macio, que tem um fio condutor isolado e enrolado em hélice, que pode girar entre as armaduras do indutor. O colector permite captar as correntes que são produzidas nas espiras de induzido de forma a que as correntes não se anulem no circuito.
Quando o induzido se move no campo de indutor, cada espira do enrolamento é percorrido por correntes induzidas, ora no sentido directo ora no sentido inverso de modo a que numa das metades, a corrente circula num sentido e na outra metade circula em sentido contrário.
Este tipo de máquina transforma um campo magnético variável num campo eléctrico.

Aparelho inventado pelo físico francês Denis Papin (1647-1712), em 1679. É constituída por um cilindro de ferro assente sobre uma base circular perfurada na parte superior. O cilindro possui uma pequena porta frontal para a introdução do combustível. No interior do cilindro de ferro existe outro cilindro designado por marmita ou digestor de Papin que está hermeticamente fechado por uma tampa circular. Este dispositivo destina-se a aquecer água a temperaturas acima do seu ponto de ebulição.

Consistem em dois arcos metálicos e circulares que estão enfiados num eixo segundo um diâmetro; os dois arcos são postos a girar em torno do eixo. Quanto maior for a velocidade de rotação imprimida mais se achatam os arcos, uma vez que os vários pontos da terra estão sujeitos à força centrífuga devida à rotação da mesma; a força centrífuga é maior nos pontos do equador que descrevem circunferências de raio maior, do que nos pontos situados mais próximos dos pólos, que descrevem circunferências de raios menores. Quando a crusta terrestre não estava bem rígida, a acção da força centrífuga faz afastar cada vez mais os pontos do equador.
Este dispositivo permite explicar o achatamento da Terra nos pólos.

É constituída por quatro condutores circulares formados por lâminas de cobre sobrepostas; diversos condutores rectilíneos e um condutor formado por um fio de cobre; dois cilindros electrodinâmicos e um multiplicador.
É utilizada em experiências onde a acção de correntes voltaicas permite evidenciar o comportamento de condutores percorridos por correntes e, ainda, na detecção de campos magnéticos criados por correntes eléctricas.

O metrónomo foi inventado por Dietrich Nikolaus Winkel em 1815. Pode ser um metrónomo mecânico de pêndulo, um mecanismo a corda, semelhante ao de um relógio despertador, que utiliza um pêndulo para a regulação do pulso. Os músicos utilizam metrónomos para manter o tempo padrão, ou seja, um pulso regular ao longo de toda a composição ou uma de suas secções e pode ser usado também para indicar o tempo em torno do qual as variações serão realizadas. É um relógio que mede o tempo musical.

Instrumento descoberto em simultâneo pelo alemão Ludtge e pelo americano Hughes, em 1878. É uma caixa com pequenas esferas de carvão que estão dispostas entre duas chapas metálicas. Em série com as chapas metálicas, existe um receptor e uma bateria de 6 volt. Quando se fala junto ao bucal do dispositivo, as pequenas esferas de carvão são sacudidas, assim como os numerosos contactos existentes entre elas. Este facto provoca uma resistência à passagem da corrente eléctrica. Este dispositivo transforma as vibrações mecânicas de uma membrana em fenómenos electrodinâmicos, eléctricos, etc., ou seja, transforma as ondas acústicas em sinais eléctricos (a transdução).

Dispositivo inventado em 1878, por David Edward Hughes. Constituído por uma base em madeira que tem dois terminais de ligação a um circuito eléctrico e por uma placa em madeira colocada na vertical, onde estão inseridas duas peças de carvão.Entre estas últimas existe um cilindro de carvão que apresenta as suas extremidades cortadas em ponta e que se pode mover livremente.As barras de carvão que estão fixas à madeirsa encontram – se ligadas a uma pilha que faz parte de um circuito que tem uma bobina de telefone. A produção de um som nas proximidades do cilindro provoca a vibração deste e, em consequência este altera o seu contacto com as peças fixas de carvão.Tal facto provoca uma alteração no campo electromagnético na bobina do telefone e daí entrar em vibração a placa que está à frente do telefone e, assim,acaba por ser reproduzido o som emitido inicialmenmte próximo do microfone. Com este instrumento é possível demonstrar a transformação de um som em corrente eléctrica; as vibrações produzidas por ondas sonoras ao serem captadas por um circuito eléctrico alteram a intensidade da corrente eléctrica e geram um campo electromagnético variável no tempo.

Instrumento inventado por Emile Berliner em 1851 – 1929. Consiste num diafragma ligado a uma bobina que se move num campo magnético. Quando o som atinge o diafragma, este move-se para dentro e para fora, o que cria uma variação de corrente na bobina que é proporcional à pressão que atinge o diafragma. Estes dispositivos em geral possuem pouca sensibilidade mas são fáceis de usar, pois não requerem alimentação eléctrica. Este tipo de microfone pode ser omnidireccional quando captam o som vindo de todas as direcções ou direccional quando captam o som vindo de uma única direcção.

Instrumento de medida inventado por Jean Louis Palmer, em 1848.
As peças que fazem parte da sua constituição são: um arco em aço especial fundido e tratado termicamente de forma a serem eliminadas as tensões internas, um isolante térmico fixo ao arco que evita a sua dilatação, quando há transmissão de calor entre as mãos do utilizador e o instrumento, um fuso micrométrico em aço especial temperado e rectificado, a fim de garantir a exactidão do passo da rosca, faces de medição planas e paralelas e/ou contactos em metal duro, de elevada resistência ao desgaste, uma porca que permite o ajuste da folga do fuso micrométrico, um tambor com uma escala centesimal, um fuso micrométrico, uma roleta ou catraca (dispositivo mecânico que controla o giro de um equipamento) que assegura uma medição de pressão constante e uma travão que permite imobilizar o fuso na medida pretendida.
O seu funcionamento é do tipo porca-parafuso: o parafuso avança ou retrocede na porca e o parafuso gira por sua vez num sentido ou no outro em relação à porca.
Este aparelho faz de uma forma simples medições de valores da ordem dos centésimos do milímetro e apresenta capacidade de resolução e de aplicação elevadas.

Instrumento supostamente inventado por Hans Janssen e por seu fiIho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos, em 1590 e utilizado pela 1ª vez pelo neerlandês Antonie van Leeuwenhoek em observações microscópicas de materiais biológicos.
É constituído por várias peças: uma de forma afunilada que se prolonga por um tubo cilíndrico, aonde se coloca uma objectiva e uma ocular e que está, por sua vez, enfiado num outro – o canhão que apresenta três pés curvos em bronze para apoio, por uma placa – a platina (peça circular, quadrada ou rectangular, paralela à base, onde se coloca a preparação a observar e que possui no centro um orifício circular ou alongado por onde passam os raios luminosos concentrados por um condensador) e que assenta em três pés curvos de bronze, por um parafuso macrômetro (engrenagem que suporta o tubo e que permite a deslocação deste e da platina para efeitos de focagem, por um parafuso micrômetro que imprime ao tubo ou à platina, movimentos de amplitude muito reduzida e que ajudam a melhorar a focagem, por um revólver (disco adaptado à zona inferior do tubo, que suporta duas a quatro objectivas de diferentes ampliações e que, por rotação, permite trocar rapidamente e comodamente uma objectiva), por uma base que contêm uma gaveta e na parte superior de madeira havia várias peças que se desenroscavam para se introduzirem uma ocular e as várias objectivas.
Neste tipo de microscópio, a distância entre a ocular e a objectiva é fixa, enquanto que a distância entre a objectiva e a platina pode ser regulada elevando ou baixando o canhão. À medida que se eleva o canhão vê - se cinco traços marcados e numerados de l a 5, correspondendo, cada um deles, à posição em que o canhão deverá ficar, quando se usa cada uma das cinco objectivas de ampliação.Apresenta ainda um espelho reflector, cuja haste está enfiada no centro da base de madeira e seis lâminas de marfim destinadas à colocação das preparações microscópicas; quatro dessas lâminas podem comportar cinco preparações que são colocadas em aberturas circulares feitas nas mesmas e amparadas por discos de mica.
Para se proceder à observação microscópica, a lâmina não estava colocada sobre a platina como hoje se faz, mas sim a meio da platina e por cima do seu orifício central, onde existia uma pequena ponte metálica fixa e em forma de U invertido. Por baixo da ponte existe uma pequena mola em hélice e uma lâmina com as preparações; estas últimas eram entaladas entre a parte superior da mola e o tecto da ponte.
Como fornece imagens ampliadas de objectos (1000 a 2000 vezes) é utilizado na observação de objectos de pequeníssimas dimensões (pilhas, bactérias e outros organismos), sendo uma das ferramentas de trabalho mais importantes para biologos e médicos.

Em 1821 Michael Faraday (1791-1867) criou um instrumento científico capaz de demonstrar que a presença de um corrente eléctrica junto de um íman fixo cria neste um movimento de rotação e vice-versa, ou seja, um íman em movimento gera à sua volta uma corrente eléctrica. É constituído por um tubo de material de vidro ou acrílico e tem dois tampões de cortiça a vedar os extremos. Pelo tampão inferior penetra um íman cilíndrico e pelo centro do tampão superior passa um gancho ou argola. Nesse gancho está suspenso um fio de platina ou de níquel-cromo cuja extremidade inferior mergulha no mercúrio colocado no tubo.

Máquina eléctrica simples que surgiu em 1886, ano em que o ciêntista alemão Werner von Siemens criou o primeiro gerador de corrente contínua auto-induzido.
Para funcionar necessita de uma fonte de corrente contínua, ou de um dispositivo que converta a corrente alternada comum em contínua.
De todos os tipos de motores existentes é o de custo mais elevado, de maior rendimento, de transporte e comando fáceis, de limpeza simples e com uma boa adaptação a cargas de valores e tipos diferentes.
É constituído essencialmente por três peças:

  • - a armadura, parte girante que está montada sobre o eixo da máquina e que é feita de material ferromagnético enrolado – o enrolamento da armadura que aguenta uma corrente de valor elevado e por um anel comutador;
  • - o estator (a parte de um motor ou gerador eléctrico que se mantém fixo a carcaça ), parte estática da máquina, montada em volta do rotor (peça que gira em torno do seu próprio eixo produzindo movimentos de rotação), de forma a que o mesmo possa girar internamente.O rotor é um enrolamento de baixa potência feito de material ferromagnético – enrolamento de campo, cuja função é produzir um campo magnético fixo para interagir com o campo da armadura;
  • - escovas que são peças de carvão responsáveis por conduzir a energia para o circuito do rotor.
O conjunto das peças mencionadas forma três circuitos: o indutor, o induzido e o magnético; o circuito indutor está situado na parte fixa do motor e o circuito induzido na parte móvel.
Para que o motor entre em funcionamento é necessário provocar uma rotação no seu eixo, a qual é normalmente produzida por forças magnéticas desenvolvidas entre os pólos magnéticos do rotor e os do estator.As forças de atracção ou de repulsão, desenvolvidas entre o estator e rotor, puxam ou empurram os pólos móveis do rotor, produzindo rotações, que fazem o rotor girar cada vez mais rapidamente, até que os atritos ou cargas ligadas ao eixo reduzam a rotação resultante a 'zero'.Quando tal acontece, o rotor passa a girar com velocidade angular constante.
O rotor e o estator do motor devem ser 'magnéticos', pois são as forças entre os seus pólos que produzem a rotação necessária para o rotor gire.
Apesar de serem usados, habitualmente, ímans permanentes em motores pequenos, alguns deles devem ser 'electroímans'; um motor não funcionará, se tiver apenas ímans permanentes, pois não será possível a rotação inicial para provocar o movimento, uma vez que estando em posições de equilíbrio, apenas irão oscilar em torno dessa posição.
Dispositivos capazes de converter energia mecânica em energia eléctrica e vice–versa.

Dispositivo inventado por Nikola Tesla, em 1870 e conhecido por motor magnético francês.
É constituído por um rotor com seis pólos em ferro, assentes sobre um suporte de madeira e latão e, por um par de electroímans localizados por baixo da peça que contêm o rotor.
Na base do suporte do aparelho há quatro terminais, dois deles para ligar os enrolamentos dos electroímans e os outros dois para ligar aos pólos de um dispositivo gerador de alta tensão, capaz de fazer a excitação das moléculas do gás rarefeito contido num tubo de Geissler, o qual se encontra na barra que está acoplada ao eixo do rotor.

É um tipo de motor de explosão inventado por Félix Wankel, em 1951. Utiliza um rotor em forma de triângulo de lados convexos que gira em torno de uma câmara. A câmara internamente tem o formato de um oito e nela desenvolve-se um verdadeiro ciclo que quatros tempos. Possui um pistão mais ou menos triangular que gira excentricamente em relação ao seu eixo principal – virabrequim. O ciclo de quatro tempos conhecido por ciclo de Wankel que se desenvolve no interior da câmara apresenta as seguintes fases: admissão (azul), compressão (verde), explosão (vermelho), e exaustão (amarelo). Este tipo de motor tem duas vantagens em relação aos motores de pistão convencional, uma vez que apresenta na sua constituição um menor número de componentes e as suas peças sofrem rotações em vez de vibrações (as rotações provocam um menor desgaste das peças).

Aparelho muito útil e de fácil transporte que contêm diversos instrumentos de medição de grandezas eléctricas: um voltímetro, um amperímetro e um ohmímetro e, ainda, incorpora capacímetros, termómetros, frequencímetro, etc.
É utilizado por técnicos electrónicos não só para pesquisar e detectar defeitos em aparelhos eléctricos/electrotécnicos como para avaliar e medir várias grandezas eléctricas.

Dispositivo inventado em 1820 por Schweigger que contribuiu para o desenvolvimento do Electromagnetismo, nomeadamente para a construção dos galvanómetros.
Consiste numa placa rectangular em madeira, na qual está enrolado um fio longo e isolado. No interior da armação é possível introduzir uma agulha magnética suspensa por um fio bastante fino. Enquanto não passar corrente eléctrica no fio, a agulha orienta-se segundo a direcção do meridiano magnético, mas quando circular corrente eléctrica no fio, a agulha sofre um desvio, cuja amplitude depende da intensidade da corrente. Em 1826, ele a fim de evitar que a agulha se orientasse sempre segundo a direcção do meridiano magnético construiu um sistema astático constituído por duas barras magnéticas cilíndricas e paralelas, em que uma delas ficava no interior do multiplicador e a outra no exterior do mesmo; os pólos magnéticos das agulhas ficavam assim orientados simetricamente. A disposição das agulhas magnéticas deste modo permitiu não só o aparecimento de dois pares de forças simétricas, que anulavam o efeito de torção do campo magnético terrestre como faziam aumentar a sensibilidade do multiplicador (galvanómetro).
Este dispositivo é utilizado para detectar com uma maior sensibilidade correntes eléctricas.