A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Dispositivo inventado por Michael Faraday (1791-1867). É constituído por uma tela metálica cilíndrica e por uma base isolada em acrílico. Presa à tela existe um fio de nylon, onde estão suspensas pequenas bolas de esferovite. Quando a gaiola é electrizada, as bolas que se encontram do lado de fora repelem-se e as bolas que estão na parte interna permanecem em repouso, o que comprova o efeito de blindagem electrostática. Este efeito é muito utilizado na protecção de aparelhos eléctricos e electrónicos porque permite minimizar todos os efeitos perturbadores externos. Além de servir para provar que os condutores carregados se electrizam apenas na superfície externa, é utilizado em sistemas de pára-raios.

Instrumento invento por G. Bourbouze, em 1880. É um electrómetro de grande sensibilidade constituído por espiras de multiplicador dispostas horizontalmente. No seu interior, existe uma barra magnética apoiada por um cutelo sobre uma lâmina de água, tal como o travessão de uma balança. Soldada à barra magnética existe uma agulha que se desloca sobre um mostrador graduado, onde se avalia os desvios da agulha; os desvios da agulha permitem medir intensidades de corrente.

Aparelho de demonstração que pode ser utilizado como magnétometro ou como Galvanómetro de demonstração permitindo explicar a variação de sensibilidade, as oscilações amortecidas, o galvanómetro diferencial, etc. Possui um anel em cobre semelhante ao de uma bússola das tangentes e está apoiado num tripé.

É constituído por um sistema estático, duas agulhas paralelas com o mesmo grau de magnetização e com pólos orientados simetricamente, de forma a anular a acção do campo magnético terrestre – suspenso por um fio de seda muito fino, ligado por um parafuso à fonte superior de uma estrutura de varetas de latão. A agulha inferior encontra-se no interior de um multiplicador de Scheweigger vertical, cujo fio condutor comunica com os ligadores metálicos existentes na base do galvanómetro, e onde é ligado o circuito cuja corrente se pretende determinar. Sobre o multiplicador está fixa um limbo circular graduado, de metal, com a linha 0º – 180 paralela à direcção dos fios condutores. Todo o conjunto se encontra sobre uma placa metálica com três parafusos de nivelamento, que se pode fazer girar horizontalmente no inicio das medidas, orientando a linha 0º – 180º paralelamente à agulha superior. Na presença de uma corrente, o sistema estático é desviado fazendo-se a leitura da posição ocupada pela agulha superior ou recorrendo a métodos ópticos. Neste caso um pequeno espelho circular solidário com o fio de suspensão das agulhas é iluminado com um feixe de luz que se reflecte directamente sobre uma escala; qualquer rotação do fio desvia a luz reflectida e a leitura desse desvio pode ser feita com o auxílio de uma lamela. A altura das agulhas é ajustada pelo parafuso superior, fazendo-as girar livremente ou aproximando-as sobre o limbo quando não está a ser utilizado.

Este tipo de galvanómetro foi inventado por D’Arsonval e o seu funcionamento tem por base a interacção entre uma corrente eléctrica e um campo magnético.
Na sua constituição, as peças essenciais são: uma bobina montada sobre um quadro móvel, um ponteiro indicador que se move numa escala previamente calibrada, um íman permanente em forma de ferradura e um cilindro de ferro macio.
O quadro móvel está suspenso por um fio ou mola, sendo constituído por um conjunto de n espiras que são percorridas por uma corrente eléctrica. A oscilação do quadro móvel realiza-se no espaço que existe entre o núcleo de ferro e o íman e em torno de um eixo que coincide com o eixo do cilindro de ferro macio.
Quando há passagem de uma corrente eléctrica, o ponteiro movimenta-se; a deflexão do ponteiro é proporcional ao quadrado da corrente.
Este dispositivo além de poder ser convertido em um voltímetro com uma voltagem de fundo de escala de V, também pode funcionar como um amperímetro com uma corrente de fundo de escala I e ainda ser usado na construção de ohmímetros. Apresenta, ainda, as seguintes características:
(a) elevada sensibilidade; (b) grande precisão, (c) baixo custo, (d) escalas para sinais CC e AC, etc...

Aparelho inventado por William Thomson em 1851. Dispositivo constituído por duas pequenas agulhas magnéticas, colocadas no interior de duas bobinas circulares. Duas agulhas estão suspensas por um fio de torção e movem-se solidariamente com um pequeno espelho plano. Para diminuir o efeito do campo magnético terrestre sobre a torção no fio de suspensão das agulhas, é utilizada uma barra magnética ligeiramente encurvada montada sobre um tubo de latão, no qual passava o fio de suspensão das agulhas, podendo subir ou descer ao longo do tubo. Esta barra pode efectuar também um movimento de rotação em torno de um eixo vertical, coincidente com a direcção definida pelo fio de suspensão. Permite medir correntes eléctricas de baixa intensidade, ou a diferença de potencial eléctrico entre dois pontos.

Este instrumento foi inventado por volta de 1910. É essencialmente um medidor de corrente que pode ser usado directamente para avaliar correntes de valores que não ultrapassem a corrente máxima de Ife. Além de medir correntes de intensidade baixa também mede diferenças de potencial geradas por campos magnéticos. Este dispositivo é constituído por uma bobina de fio muito fino enrolado em torno de um eixo móvel a qual está instalada entre os pólos de um íman fixo. Geralmente apresenta um amperímetro e um voltímetro integrados.

Dispositivo inventado por Pedro Van Musschenbroek em 1745, em Leyden.
Constituído por dois vasos cónicos e por um tronco metálico, em forma de cone. munido de um gancho que termina em botão. Um dos vasos - o metálico está encaixado num outro de vidro. O vaso metálico constitui a armadura externa e o tronco cónico, a armadura interna.
O conjunto funciona como um condensador de armaduras móveis, uma vez que as diversas peças estão separadas umas das outras.
Permite armazenar quantidades de carga eléctrica suficientes para produzir faíscas eléctricas.

Recipiente inventado por Barruel e Vernaut, em 1830 e modificado e simplificado mais tarde, por Savresse, Bramah e Ozouf.
É um dispostivo em vidro resistente à pressão que é necessária para se dar a decomposição do carbonato de sódio por acção do ácido sulfúrico a fim de originar o gás carbónico. Apresenta uma bomba da compressão que permite manter saturado o gás carbónico presente na água e está selado de modo a que a água mineral contida no seu interior possa ser transportada sem perder efervescência; a água em questão tem propriedades curativas em especial em problemas relacionados com o aparelho digestivo.

Instrumento fabricado por Leybold (Alemanha), em 1887. É constituído por duas garrafas de Leiden e por uma haste em latão que, na parte superior, tem um veio transversal que apresenta botões nas extremidades. Na interligação das garrafas existe uma coluna de vidro com extremidades metálicas, que tem na parte superior um veio transversal com um botão em cada ponta. Este dispositivo serve para comprovar a descarga oscilatória segundo Knochenhauer-Oettinger.

Dispositivo inventado por James Dewar há aproximadamente um século.
É constituído por dois frascos, que se encontram colocados um dentro do outro, que se tocam pela embocadura e cujas superfícies tem cor prateada; o espaço entre eles está rarefeito (existência de vácuo entre o líquido e as paredes externas da garrafa).
Por meio de um material mal condutor, a transferência de calor por condução é diminuída e sendo espelhadas as suas paredes, as perdas de calor por irradiação são minimizadas e a tampa sendo bem vedada evita as perdas de calor por convecção.
A sua função é impedir trocas de calor entre o seu interior e o meio ambiente.Inicialmente foram desenvolvidas para armazenarem gases liquefeitos a temperaturas muito baixas, mas o seu emprego habitual é no uso doméstico, pois permitem manter os líquidos contidos no seu interior quentes ou frios durante longos períodos de tempo.

Aparelho inventado por Jean Bernard Léon Foucault, em 1850.
É essencialmente constituído por uma roda (rotor) que tem um aro relativamente pesado em metal e que gira a uma determinada velocidade.A roda está apoiada numa série de aneis dispostos sobre mancais (suportes de apoio de eixos e rolamentos que são elementos girantes), de forma a manter o seu plano de rotação independente da posição do sistema.
O centro do rotor tem uma posição fixa dentro dos anéis e daí só poder ser orientado para uma direcção fixa em relação ao espaço, o lhe permite respeitar o Princípio da inércia. Tem a particularidade de não oferecer resistência na posição, podendo assim movimentar-se no espaço, utilizando apenas a energia necessária ao transporte da sua massa, ou seja, o transporte da sua massa não impede que haja rotação do seu eixo de rotação, segundo uma configuração que não seja paralela à sua posição original.
Inicialmente foi utilizado para comprovar que a Terra girava em torno do seu eixo, mas actualmente permite detectar sempre mudanças de orientação, excepto no caso das rotações ocorrerem no plano de giro dos seus discos e daí ser um dispositivo auxiliar na aviação, em voos espaciais e nos treino dos astronautas.

Inventado por William Hyde Wollaston (1766-1828).
Este instrumento possibilita a medição de ângulos com grande rigor e precisão, fornecendo graus, minutos, segundos e até décimos e centésimos de segundos.
Mais especificamente, este instrumento pode ser utilizado na medição de ângulos entre superfícies reflectoras de um cristal ou pode ser ligado a transmissores de rádio ou radar para que o sinal seja emitido até ao receptor sem o apoio de uma antena giratória.