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Dispositivo inventado por volta de 1751, por Francklin. É um reservatório fechado constituído por duas ampolas de vidro de paredes finas que estão ligadas entre si por um tubo estreito e dobrado em ângulo recto. No interior das ampolas existe éter ou um outro líquido volátil. O líquido contido numa das ampolas é aquecido até à ebulição a fim de todo o ar do interior ser extraído. Segurando o ebulidor com uma mão. Esta transmite o seu calor à parede da ampola e, em consequência, o líquido do interior vaporiza-se. O vapor aquecido atravessa a massa líquida e provoca a ebulição do líquido contido na ampola mais fria.

É uma superfície plana fosca (sem luz própria), em tecido ou vidro, cuja moldura e suporte são em madeira.
Recebendo a luz projectada por um projector, é utilizada para projectar a imagem de um objecto.

Máquina eléctrica de influência muito sensível e extremamente simples que foi idealizada por Volta em 1775.
É constituída por uma base circular, cujo material é resina fundida que está aplicada sobre um molde de madeira ou de latão e, ainda, por um disco condutor de Ø inferior ao Ø da base aonde está assente. Do centro da base, eleva-se um tubo ou cabo isolante em vidro.
A resina da base ao ser electrizada por uma pele de gato adquire carga negativa. Colocando sobre a mesma um disco condutor, este será electrizado por influência. As cargas positivas da face que está em contacto com a resina repelem as cargas negativas para a outra face. Tocando nesta última com o dedo, a carga negativa é expelida para a Terra e o disco fica carregado positivamente.
Este instrumento além de servir para produzir electricidade estática e gerar faíscas eléctricas permite mostrar a electrização de condutores.

Aparelho electromagnético simples formado por um circuito eléctrico constituído por uma bobina de fio condutor isolado e enrolado em hélice em volta de um núcleo de ferro, por um circuito magnético em ferro macio com uma parte fixa – o núcleo e por uma parte móvel – a armadura.
Pela passagem de corrente eléctrica, na bobina gera-se um campo magnético que fica concentrado na armadura de ferro, levando a que esta fique magnetizada.
Habitualmente, as correntes eléctricas utilizadas têm fraca intensidade e daí o magnetismo gerado ser muito fraco. Porém, é possível reforçar a magnetização e para isso basta introduzir uma peça de ferro macio no interior da bobina.
Este dispositivo converte energia eléctrica em energia mecânica e é utilizado em muitos dispositivos electromecânicos, tais como disjuntores, motores, relés, armaduras das lâmpadas fluorescentes (balastro), altifalantes etc.

Dispositivo que funciona como um magnete temporário.
As peças fundamentais que entram na sua constituição são: uma barra de ferro macio NS em forma de U - núcleo do magnete, cujos ramos são bobinas formadas por um grande número de espiras de fio isolado, enrolado em hélice e em sentido contrário, a fim de que fiquem dois pólos diferentes nos extremos da bobina e uma peça de ferro macio que se chama armadura que se adapta por magnetização aos pólos. Pelo gancho da armadura e através de fios resistentes está suspenso um estrado que se carrega com pesos até a armadura se desprender.
O conjunto encontra-se protegido por uma armação em madeira de forma rectangular e está apoiado num paralelolipípede em madeira e com pés.

Instrumento inventado pelo físico francês Eleuthère Elie Nicolas Mascart (1837-1908), no século XIX. Este dispositivo está colocado dentro de um recipiente cilíndrico, em bronze. Apresenta quatro janelas pequenas e rectangulares que funcionam como os quadrantes do instrumento e uma outra janela pequena e circular que corresponde ao espelho. É utilizado para medir cargas eléctricas.

Os electroscópios são, como o nome indica, instrumentos destinados a denunciar se um corpo está ou não electrizado e qual a natureza da sua carga eléctrica. A peça essencial deste instrumento são duas folhas F e F’, de ouro ou de alumínio, suspensas duma haste metálica A, que termina exteriormente por um botão esférico E ou um prato circular, ficando tudo isolado dentro duma caixa ou duma campânula de vidro C, assente numa base metálica B em comunicação com a Terra, na qual base estão fixas duas varetas metálicas D e D’. É conveniente pôr dentro do electroscópio uma cápsula com cloreto de cálcio fundido, para absorver a humidade. Tocando o botão E do electroscópio com um corpo electrizado, parte da electricidade deste comunica-se ao botão, haste e folhas, que logo divergem e só voltam à posição primitiva de contacto, quando por qualquer meio lhe tiramos a electricidade comunicada. Se o desvio for excessivo, as folhas tocam nas esferas, que em encimam as varetas metálicas D e D’ e a electricidade perde-se para a Terra. Comunicada ao electroscópio uma carga de nome conhecido, se dele aproximamos um corpo com electricidade do mesmo nome, o desvio das folhas aumenta; se o corpo está carregado de electricidade contrária, as folhas aproximam-se.

Aparelho fabricado na Alemanha em 1930.
É em metal pintado e possui um espelho côncavo que alberga uma lâmpada incandescente, um espelho convexo, externamente prateado, para projecção de slides de vidro e um tecido preto para impedir a saída de luz.
Permite projectar slides de vidro, livros, fotografias, cartões, postais, etc.

A esfera oca de Coulomb com duas calotes foi constituída em 1864. É um instrumento constituído por uma esfera metálica de latão, isolada por dois hemisférios ocos, com pegas isolantes que cobrem inteiramente a esfera. A esfera está montada num suporte isolante que por sua vez assenta numa base circular de madeira e latão. Destina-se a testar a capacidade de um condutor e a verificar que esta aumenta com a proximidade de outro condutor (método da condensação).

Esferómetro que permite medir espessuras de placas até 20 mm e raios de curvatura de lentes côncavas ou convexas. O passo do parafuso é de 0.5 mm e a distância dos pés cerca de 50 mm. A menor divisão da escala vale 0.002 mm.

Instrumento inventado por Gustav Roberte Kirchoff, em 1891.
No seu equipamento básico apresenta prismas de flora (prismas de seis lados terminados em pirâmide) e de quartzo dispostos geometricamente, de forma a permitir as mais variadas dispersões de luz.
É um equipamento óptico de grande valor, formado por prismas, por colimadores, por redes de difracção, por vasos termoestáticos, por tubos para líquidos e soluções.
A sua utilização permitiu fazer a análise de espectros que abriu caminho para o conhecimento da constituição química das estrelas.

Instrumento inventado pelo físico Leon Foucault em 1850; é um acessório da máquina centrífuga. É um espelho com seis faces que está encaixado num suporte; o pé deste é móvel e tem a forma de triângulo. Além se ser usado em várias experiências de óptica e de mecânica é utilizado na determinação da velocidade da luz por aplicação de radiação laser.

Inventados e utilizados por Arquimedes como uma arma solar potente para incendiar os navios romanos que atacavam Siracusa.
São um par de espelhos concâvos (parabólicos), capazes de fazerem convergir num ponto, um feixe de raios incidentes paralelos e provenientes do Sol ou de uma fonte.
Com este tipo de espelhos é possível desencadear combustões e, assim, incendiar placas de madeira e abrir buracos em chapas metálicas.

O fabrico do primeiro espelho terá sido inspirado pela superfície da água. São superfícies esféricas que apresentam a parte interna polida e que funciona como o seu lado reflector. Um espelho côncavo dá uma imagem com as seguintes características: virtual, direita e maior que o objecto, quando o objecto estiver entre o foco e o vértice do espelho, ou uma imagem real, invertida e maior, igual ou menor que o objecto consoante se afaste o objecto do foco do espelho.

O fabrico do primeiro espelho teria tido como base a superfície da água.
São caracterizados fisicamente por apresentarem uma superfície esférica externa como face reflectora.
Os raios de luz que incidem nestes espelhos reflectem a luz de forma divergente e os prolongamentos dos mesmos estão direccionados o lado posterior do espelho.
Um espelho convexo dá uma imagem com as seguintes características: virtual, menor no tamanho em relação ao objecto e direitas, ou seja, orientadas no mesmo sentido do objecto.

São superfícies planas e polidas capazes de reflectir regularmente a luz. Para que a superfície considerada funcione como um bom espelho é necessário que a variação do poder reflector com o ângulo de incidência seja o menor possível e daí deixarem ser superfícies metálicas. Um espelho plano dá uma imagem de um objecto, com as seguintes características: virtual, do mesmo tamanho, directa e simétrica.

Instrumento inventado e utilizado pela primeira vez por Sir Charles Wheatstone, em 1838 e mais tarde por Brewste. O primeiro era de dois espelhos e o segundo de lentes convexas.
É essencialmente constituído por um visor binocular munido de duas lentes esféricas de +5D, um septo que limita o campo de cada olho, um porta-cartões onde se colocam as fotografias ou os cartões com estereogramas, um punho articulado e uma haste que liga essas quatro partes. O porta-cartões pode ser afastado ou aproximado do visor, de modo a ser feita a vergência e a acomodação dos raios luminosos.
O instrumento que a foto apresenta é de lentes convexas, de bolso, pequeno e de fácil transporte. Apresenta uma viseira em vinil, as suas lentes são em resina e pode ser apoiado sobre uma mesa ou articulado através do punho, de modo a ficar com uma inclinação confortável.
A imagem que dá, é o resultado de uma fusão realizada pelo cérebro do observador, de duas imagens quase semelhantes mas vistas de ângulos ligeiramente diferentes.
Utilizado para examinar pares de fotos ou imagens de pontos diferentes e objectos a três dimensões e em relevo.

Dispositivo inventado por volta do século XIX.
Destina-se a fazer descargas eléctricas em condensadores, em garrafas de Leiden,etc.
É um sistema constituído por dois ramos de latão que terminam em duas esferas do mesmo metal que estão ligadas entre si e suportadas por uma haste isolante de vidro.
Para descarregar um condensador, uma das bolas é colocada sobre o primeiro prato de um condensador e a outra é aproximada do segundo prato. Durante esta acção é libertada uma forte faísca.
É possível com este dispositivo descarregar uma garrafa de Leyden e para isso, aproxima-se uma das extremidades do excitador da armadura externa da garrafa e a outra é apoiada na interna; antes do contacto observa-se uma faísca.
Destina-se a fazer descargas eléctricas em condensadores, em garrafas de Leiden,etc.