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Dispositivo constituído por uma série de bobinas (resistências) colocadas no interior de uma caixa em madeira e que estão ligadas entre si por peças metálicas; as peças metálicas estão separadas umas das outras por cavidades circulares, onde estão encaixadas as cavilhas que são metálicas na extremidade inferior e que têm uma espécie de pega - um pequeno cabo de madeira na extremidade superior.
As resistências estão associadas em série e quando se retira ou encaixa uma cavilha introduz-se ou remove-se do circuito exterior uma resistência.
Destina-se a introduzir num circuito eléctrico, resistências de valor conhecido, valor que está gravado na placa metálica onde se inserem as cavilhas.

Instrumento inventado pelo físico escocês David Brewster, em 1816.
É um aparelho óptico formado por um tubo de cartão ou de metal que contêm no interior pequenos fragmentos de vidro colorido que são reflectidos por pequenos espelhos inclinados, originando combinações variadas e agradáveis conforme o tipo de movimento a que o caleidoscópio for sujeito.
Durante muito tempo funcionou como um brinquedo divertido, mas hoje é utilizado para fornecer padrões de desenho.

Dispositivo inventado há aproximadamente um século por James Dewar.
É constituído por um vaso exterior em alumínio anodizado negro que tem no interior um outro vaso em alumínio. O conjunto está fechado por uma tampa que tem um rebordo em alumínio anodizado negro e que está forrada em toda a sua superfície por cortiça. Nela existem três orifícios: um para a passagem do agitador, cuja haste termina num círculo de 40 mm de diâmetro, outro que tem uma tampa de borracha perfurada por onde passa um termómetro e um último a tapar com uma rolha de borracha e por onde passará um corpo feito de determinada substância, cujo calor específico se pretende determinar.

É um dispositivo composto por dois vasos cilíndricos metálicos de latão de diâmetros diferentes isolados entre si por cortiça e em que um dos vasos está no interior do outro. Os dois vasos estão fechados por uma tampa que apresenta três orifícios com tampinhas de borracha perfuradas, onde se introduzem, respectivamente, um termómetro, um agitador e uma resistência de aquecimento e tem dois bornes de conexão.
Utiliza-se na determinação da capacidade térmica específica de materiais sólidos e líquidos e na medição do equivalente termoeléctrico.

Inventada por Charles Thomson Rees Wilson (1869-1959).
É constituído por uma simples caixa que tem o interior forrado a preto e que apresenta uma abertura num dos lados. Na caixa introduz-se ar e algumas gotas de um líquido muito volátil, por exemplo etanol. Deste modo, forma-se no interior da câmara uma atmosfera saturada de vapor, vapor que é arrefecido rapidamente por uma expansão adiabética ficando supersaturado. O excesso de humidade é de seguida depositado em gotas sobre os iões da radiação ionizante, sendo possível fotografar a linha que une as gotículas ionizadas.
Este dispositivo é um detector da trajectória dos iões de uma radiação ionizante.

Dispositivo descrito pela primeira vez por Leonardo da Vinci e que serviu de base para a construção da primeira máquina fotográfica.
É considerada uma invenção do monge Athanasius Kircher, no século XVII e, mais tarde, aperfeiçoada e divulgada por Giambattista Della Porta.
Constituída por uma caixa fechada, em madeira pintada de preto, com a forma indicada na foto. Uma das paredes é em vidro fosco e a parede oposta tem no centro um pequeno orifício.
Apresenta uma abertura na face superior e, por cima desta, existe um espelho plano, cuja inclinação se pode variar e que permite reflectir para a abertura, os raios luminosos que são emitidos pelos objectos exteriores.
Colocando um objecto luminoso a uma determinada distância do orifício,observa-se uma imagem invertida do mesmo na parede de vidro fosco. Porém, a presença de um espelho concâvo permite a inversão da imagem, de forma à mesma ser observada direita.
Utilizada para verificar experimentalmente a propagação rectilínea da luz.

Instrumento construído em 1969 por Les Fils D'Emile Deyrolle. É constituído por metal e vidro e apresenta uma manivela que permite retirar o ar de uma campânula em vidro onde se forma o vácuo. Destina-se a mostrar que o som não se propaga no vazio; exige um meio material para se propagar.

Dispositivo simples, cuja peça fundamental é um electroíman. Este é móvel e apresenta uma armadura em ferro macio que está ligada por uma das extremidades a uma lâmina elástica de aço que a conserva afastada dos seus pólos e, na outra, tem um martelo/badalo situado a pequena distância da campainha. Existe ainda, um parafuso que permite regular a distância da armadura ao núcleo do electroíman.
Carregando no botão do interruptor, o circuito é fechado e a corrente é transmitida ao electroíman que por sua vez atrai a armadura fazendo com que o martelo/badalo bata na campainha. Quando o circuito é aberto, o electroíman fica inactivo e o martelo devido à elasticidade da lâmina volta novamente à posição inicial, restabelecendo novamente o contacto. Voltando a passar a corrente eléctrica, a armadura é outra vez atraída e os fenómenos vão–se repetindo.

Instrumento construído por Bartholomeu Lourenço por volta de 1698. Este aparelho é constituído por um tubo de alimentação, por uma válvula de recalque, por válvulas de impulso, por uma câmara-de-ar e por um tubo de recalque. É um dispositivo prático e barato usado para bombear água, pois apresenta um manejo simples e não necessita de energia eléctrica ou combustível para funcionar.

Dispositivo constituído essencialmente por um disco de ebonite que se pode deslocar entre duas esferas, uma com sinal positivo e a outra com sinal negativo; as esferas estão ligadas entre si por um cabo. Na face superior do disco existem duas lâminas de cobre, uma está ligada ao eixo e encontra–se associada ao pólo positivo e a outra tem a forma de ferradura e comunica com o pólo negativo. Em frente ao disco, encontram–se duas lâminas metálicas que estão fixas a dois contactos, onde se ligam os fios que estabelecem o circuito; a deslocação do disco pelo cabo faz inverter a corrente no circuito exterior.
Destina–se a inverter a corrente eléctrica em circuitos.

Instrumento inventado na década 20 por Les D'Emile Deyrolle.
É constituído por uma lâmina de vidro e por dois pratos de cobre dispostos simetricamente e isolados (estes podem deslocar-se paralelamente à base do aparelho).
Este aparelho permite detectar a presença de cargas eléctricas geradas por indução.

Aparelho inventado pelo professor alemão Franz Ulrich Theodor Aepinus, em 1750. É constituído por duas placas metálicas separadas por uma pequena distância onde circula ar. Uma das placas está ligada à terra e a outra a uma máquina electrostática. Verifica-se que ao tocar simultaneamente as duas armaduras surge um choque, choque este que confirma a teoria apresentada por este físico de que o ar podia substituir o vidro. Este instrumento permite provar a condução de electricidade através do ar, em substituição do vidro.

Inventado por Francklin no século XVIII.
É constituído por um condutor horizontal cilíndrico que termina por semi-esferas. A sua base de apoio é uma haste de vidro que esta fixa a um tripé metálico por meio de um parafuso. Em cada extremidade do cilindro existe um pêndulo duplo, formado por bolas de medula de sabugueiro que estão suspensas por fios de algodão.
Por aproximação a este condutor de um outro condutor carregado (fonte), os pêndulos afastam-se, consequência do condutor cilíndrico ter ficado electrizado e as bolas terem adquirido cargas eléctricas do mesmo sinal.
Destina-se a testar a electrização de um condutor por influência e a verificar a distribuição das cargas eléctricas em condutores.

Dispositivo em latão, de forma cónica, condutor, montado sobre uma haste de vidro assente num tripé de ferro.
Permite estudar a distribuição da carga eléctrica à superfície de condutores.

São tubos hermeticamente fechados, em vidro, de formas variadas e que contém diferentes tipos de gases. Nas suas extremidades possuem terminais metálicos fundidos chamados de eléctrodos; os positivos (ânodos) e os negativos (cátodos). Os raios que se formam no interior destes tubos, são feixes de electrões que se movimentam em direcção do ânodo. A diferença de potencial entre as suas duas extremidades leva a que os electrões colidam com as moléculas do gás encerrado, ionizando as moléculas produzindo assim a emissão de luz. Estes tubos de raios catódicos são utilizados em televisores, em letreiros publicitários e em microscópios electrónicos.

Instrumento construido por Geiger-Muller, em 1911. É constituído por um tubo chamado de Geiger-Muller que tem associado um sistema de amplificação e de registro do sinal luminoso. Este aparelho tem larga aplicação em medicina, pois permite medir certas radiações ionizantes (partícula alfa, beta, ou radiação gama). A sua utilização permite a medição das doses de radiação contaminantes e perigosas para a vida dos seres vivos.

Instrumento que não é mais do que um porta-voz de pequenas dimensões recurvado numa das extremidades (vértice) e na outra apresenta uma boca de maior diâmetro denominada de pavilhão.
É utilizado do seguinte modo: o vértice é colocado junto ao cone na abertura do canal auditivo do utilisador e a zona do pavilhão junto da pessoa que está a falar. Deste modo, as ondas sonoras concentram-se no aparelho auditivo, onde produzem um efeito muito mais sensível do que se fossem recebidas de forma divergente.
Usado por pessoas que apresentam dificuldades auditivas.

Instrumento de medida constituído por uma régua que tem uma escala gravada, cuja menor divisão vale 1 mm. Numa das extremidades da régua, existe duas esferas fixas e ao longo da mesma desliza um cursor com duas esferas móveis.A fixação da régua ao cursor é feita por um botão de pressão. O cursor por sua vez apresenta uma segunda escala - o nónio que permite efectuar medidas inferiores ao milímetro. Fixada ao cursor existe uma haste ou lingueta de comprimento igual ao da régua principal que se desloca durante o processo de medição.
Este dispositivo permite fazer a medição de comprimentos e de espessuras internas e / ou externas de objectos.

Instrumento inventado por John Harrison, em 1735. É um instrumento de medida e de precisão que mede intervalos de tempo da ordem dos centésimos de segundo.

É uma máquina simples tal como a alavanca, a roda e a roldana. É uma variante do plano inclinado, concebida por Galileu e inventada por Frick. É formada por dois planos opostos que formam um ângulo muito agudo e por uma peça cortante. A parte alargada da cunha é a base e é nesta que se aplica a força. Serve para cortar vários materiais, como a madeira e permite diminuir o esforço humano realizando um trabalho que exige ao utilizador um menor consumo de energia.