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Este tipo de balança utiliza um método rápido, tal como um dinamómetro, para determinar massas e pesos de corpos. È constituída por diversos braços metálicos articulados num espaço reduzido e limitado. O resultado da medida é avaliado por uma escala com forma de arco.

Este tipo de balança possui dois braços iguais e uma haste rígida metálica - o travessão que está apoiado no ponto médio e central por um prisma triângular – o cutelo; este está disposto perpendicularmente ao eixo da haste e assente sobre um plano de aço. Nas extremidades do travessão existem mais dois outros cutelos, cujas faces são paralelas ao do centro e que estão orientados no sentido inverso a este último. Os cutelos da extremidade apresentam ganchos, onde estão suspensos os pratos. Um dos pratos serve para colocar massas conhecidas e padronizadas e o outro sustenta o objecto a ser avaliado. Preso ao centro do travessão há um ponteiro denominado fiel, que se move sobre uma escala colocada na parte inferior do balança. Quando o ponteiro está na vertical, a balança está na posição de equilíbrio.
Destina-se a avaliar a massa de corpos.

Aparelho construído por Coulomb, em 1784. Apresenta uma altura de um metro e é constituído por um tubo cilíndrico assente noutro cilindro oco mais longo, ambos em vidro. No topo existe um micrómetro e um sistema de fixação um fio de prata. Este passa pelo interior de um tubo mais estreito e sustenta na extremidade um peso e um braço horizontal. Numa das extremidades deste braço existe uma bola de medula de sebugueiro com 5mm de diâmetro e na outra, um disco de papel que tem a função de fazer o equilíbrio do braço e de reduzir as oscilações deste. Existe ainda outro fio que suporta outra bola idêntica á primeira referida e que está fixa e presa a um fio a um fio que passa por um cilindro inferior há uma escala graduada. O “zero” do aparelho é obtido alinhando visualmente o primeiro fio com o zero da escala graduada e rodando o micrómetro. As duas esferas devem ficar em contacto.
Este instrumento permite fazer a verificação experimental da lei que quantifica as interacções entre cargas eléctricas.

Aparelho inventado pelo fisico alemão Philipp von Jolly no século XIX.
As peças fundamentais deste instrumento são: uma mola helicoidal suspensa por uma haste e uma escala graduada que permite avaliar as elongações da mola.
Na extremidade inferior da mola pendura-se o corpo, cuja densidade relativa se pretende determinar e de seguida procede-se às seguintes leituras:
- elongação da mola com o corpo no ar (a seco);
- elongação da mola com o corpo imerso em água.
A densidade relativa do corpo é dada pela subtracção entre a elongação da mola com o corpo imerso em água e a elongação da mola com o corpo no ar (a seco).
Utilizada na determinação da massa específica de corpos com qualquer tipo de forma geométrica, em particular minerais, comparando o seu peso no ar com o seu peso quando mergulhado em água (peso aparente).

Aparelho em metal dourado e polido construído por Mohr-Westphal.
Constituído por um braço graduado, um imersor de Reiman com termómetro (afinado e tarado a 5 gramas), um gancho ligado a um fio de platina, uma pinça, um jogo de cavaletes e uma proveta. O conjunto está apoiado sobre uma base de madeira envernizada.
Esta balança é conhecida por balança de Arquimedes. Destina-se a medir a força de impulsão dos líquidos.

Instrumento essencialmente constituído por um travessão que funciona como uma alavanca interfixa de braços iguais e aonde estão implantados três prismas triangulares de aço denominados cutelos, cujas arestas são paralelas e estão situadas no mesmo plano. O travessão está dividido em 10 partes iguais e apresenta encaixes numerados de dentro para fora, que se destinam a receber pequenos cavaleiros. À sua parte média está ligado o fiel (uma agulha longa móvel) que se pode deslocar paralelamente a uma escala graduada; esta possui o “zero” a meio ou na extremidade esquerda. Quando o travessão está na posição horizontal, o fiel fica vertical e a sua direcção coincide com a divisão média da escala, mas quando se inclina, o fiel desloca-se para o lado oposto. A aresta de um dos prismas que serve de eixo de suspensão chama-se fulcro. Este está assente num plano de ágata, horizontal e polido – a almofada que se encontra situada sobre uma coluna – o suporte que por sua vez se apoia numa base com três parafusos niveladores.
Em alguns modelos, o suporte é fixo e noutros é móvel; neste último caso, o suporte pode elevar-se ou baixar-se por meio de um botão.
No fiel encontra-se uma pequena massa – massa de sensibilidade que pode ser fixada em várias posições, através de um parafuso de pressão. Nas extremidades do travessão também existem duas massas denomimadas de “cursoras” que o permitem equilibrar, quando ele está descarregado.
O conjunto de peças está protegido por uma caixa de vidro munida de uma janela, que só se abre para colocar ou retirar corpos ou massas marcadas nos pratos. No interior da caixa existe um vaso que contém uma substância higroscópica (por exemplo, cloreto de cálcio fundido), a fim de secar o mais possível o ar do interior.
Com este tipo de balança é possível determinar directamente a massa de um corpo, comparando-a com a massa conhecida de outros corpos e, ainda, avaliar indirectamente áreas, densidades, etc.

É um tipo de balança muito cómoda e comum, que apresenta pratos apoiados e que foi posta a funcionar por Gilles Personne de Roberval, em 1669.
Os seus pratos estão apoiados em hastes verticais articuladas nas extremidades de um travessão. Este, por sua vez esta apoiado numa superfície polida, geralmente de aço, que tem a meio um cutelo fixo.
Avalia massa de de corpos com rapidez e sem grande precisão.

Este tipo de balança foi inventado por Galileu Galilei e o seu funcionamento baseia-se no princípio de Arquimedes (um corpo perde aparentemente um peso igual à quantidade de líquido ou gás que desloca).
É constituída por: um fio de prumo, um termómetro, um copo, uma alça, um parafuso de compensação, uma escala graduada, um cursor superior deslizante, um encaixe, um cursor inferior deslizante, pontas, um parafuso para acerto e um suporte.
Antes de se efectuar uma medição de densidade, a balança tem de ser calibrada.
A densidade relativa de um corpo obtém-se dividindo o peso do corpo no ar (peso real) pela diferença entre o peso do corpo no ar e o peso do mesmo imerso em água (peso aparente). O valor encontrado é o valor da impulsão a que está submetido o corpo, que é por sua vez igual ao peso do volume de água deslocado pelo corpo igual ao volume do corpo.
Destina-se ao estudo experimental da força de impulsão exercida por líquidos sobre os corpos neles mergulhados e à determinação de densidades de sólidos e líquidos.

Este aparelho de pequenas dimensões é utilizado na avaliação de massas muito pequenas. Apresenta na sua constituição um prato ligado a uma alavanca, uma escala graduada semi-circular e um ponteiro que se movimenta quando um corpo é colocado no prato.

É constítuido por um prato apoiado na base e uma trave onde estão as escalas em que deslizam os pesos.
Os pesos têm uma boa precisão - da ordem de 0.1 a 0.5g e capacidade entre 200 a 2110g.
Os materiais presentes na sua constituiçao sao o alumínio, o latão cromado e o aço inox. São sólidas e o seu transporte é fácil. O facto de não requererem jogos de contrapeso são práticas e representam uma leitura directa e rápida das massas sujeitas a medição.

Dispositivo que consiste num suporte onde se encaixam elementos ópticos planos, tais como: suporte duplo sobre haste para a recepção de objectos de difracção como por exemplo: diafragmas, fendas, fendas duplas, grades, folhas de polarização, filtros de cores, diafragmas, lentes,... , bloco de madeira com dez orifícios para acomodar aparelhos com hastes, quadros de metal com pinça para a recepção de uma lente sem engaste, telas translúcidas de projecção com haste e etc.
É utilizado para fazer experiências de Óptica comprovativas dos fenómenos da reflexão, da refracção e da difracção da luz e outras, simulando aparelhos ópticos, tais como: microscópio, telescópio, transmissão por fibra óptica, uso de laser, etc.

Dispositivo inventado por Macedonian Melloni entre 1798 e1854. É constituído por uma base de madeira, onde estão instalados: uma régua de ferro graduada em centímetros, suportada por duas colunas de bronze fixas á base de madeira; um circulo graduado liso para as experiências da reflexão; uma termopilha; uma placa com uma lâmpada; uma lâmpada de Locatelli; um cubo de Leslie; lentes; etc. Este aparelho permite não só verificar as propriedades da radiação calorífica, como também conhecer as características da luz, no que respeita a fenómenos sofridos pela mesma.

Instrumento construído por Lucien Vidie, em França. Era fabricado durante a 2ª Guerra Mundial.
O barómetro aneróide não usa mercúrio como no barómetro de coluna de mercúrio e é menos preciso, porém é mais portátil. Consiste numa pequena cápsula hermética com um diafragma metálico flexível o qual encerra uma pequena quantidade de ar no seu interior, com uma mola no interior para evitar o seu esmagamento. A câmara comprime-se quando a pressão aumenta e expande-se quando a pressão diminui. Estes movimentos são transmitidos a um ponteiro sobre um mostrador que está calibrado em unidades de pressão. As cápsulas aneróides são frequentemente usadas em barógrafos, instrumentos que gravam continuamente mudanças de pressão. Como a pressão do ar diminui com a altitude, um barómetro aneróide pode ser calibrado para fornecer altitudes.

Dispositivo construído nas oficinas de Galileu, em Florença, nas primeiras décadas do século XX.
É constituído por um bastão (tubo de vidro) barométrico de secção interna aproximadamente igual a 0,8 cm2, estando protegido por um revestimento em latão. Na frente tem uma escala graduada em décimos do milímetro para leitura e, na traseira, tem um pequeno espelho para facilitar a visibilidade do nível de mercúrio.
Na extremidade superior existe vácuo e contacta na extremidade inferior com um saco em couro que contêm mercúrio. A forma do saco pode ser modificada por meio de um parafuso micrométrico auxiliar, cuja função é fazer o acerto do nível de mercúrio lá contido com o zero da escala graduada permitindo assim, estimar com precisão a altura do menisco, quando se procede a uma medição. Acoplado ao aparelho existe um termómetro.
O instrumento está encaixado numa base circular ligada a um tripé metálico, é de transporte fácil e está de tal forma protegido que não há riscos de derramamento de mercúrio durante o seu transporte.
Utilizado em laboratórios de Ciências para medir a pressão atmosférica local.

O barómetro de mercúrio foi inventado em 1643 por Evangelista Torricelli, e funciona porque o ar tem peso.
O Barómetro é um instrumento para medir a pressão atmosférica. Ele pode ser do tipo coluna de mercúrio ou do tipo aneróide (metálico).
Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, podem-se encontrar barómetros integrados em relógios digitais desportivos.
Torricelli observou que se a abertura de um tubo de vidro fosse enchida com mercúrio, a pressão atmosférica iria afectar o peso da coluna de mercúrio no tubo. Quanto maior a pressão do ar, mais comprida fica a coluna de mercúrio.
Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de cerca de 101,3 quilopascals, a unidade de pressão utilizada pelos meteorologistas, além dos "milibares".
O mercúrio é ideal para o barómetro líquido pois sua alta densidade permite uma pequena coluna. Num barómetro de água, por exemplo, seria necessário uma coluna de 10 metros e, ainda assim, haveria um erro de 2 por cento.

Instrumento em latão, aço, madeira e vidro que foi inventado por Richard Frères no séc.XIX.
É constituído por um conjunto de cápsulas aneróides onde se produz o vácuo; estas expandem–se com a diminuição da pressão atmosférica e contraem–se quando a pressão atmosférica aumenta. As paredes das cápsulas estão afastadas uma da outra por meio de uma mola, de modo a haver movimento no ponteiro integrado. O movimento resultnte das cápsulas é amplificado por um sistema de alavancas que desloca uma caneta sobre um impresso gráfico colocado num tambor rotativo, o qual está acoplado a um mecanismo de relógio; o tambor roda à razão de uma volta por dia ou por semana, de modo a ser possível um registo contínuo da pressão atmosférica numa estação meteorológica.
Este dispositivo destina–se não só a registar contínuamente as variações de pressão atmosférica ao longo do tempo numa estação meteorológica como determina a refracção astronómica.  

Instrumento inventado por Evangelista Torricelli,em 1643.
Em 1824, a sua utilização teve como objectivo demonstrar que dois corpos que aparentavam ter o mesmo peso no ar, não o tinham na realidade.
Apresenta a estrutura de uma balança com braços, onde se colocam corpos com volumes diferentes. Num dos pratos é colocada uma esfera oca em latão e, no outr, um pequeno corpo maciço em forma de uma pêra e de chumbo.
Quando o aparelho é colocado no interior de uma campânula de vidro, onde se fez o vácuo,verifica-se um desequilíbrio do mesmo, uma vez que a impulsão do ar sobre a esfera de latão é maior que a experimentada pelo pequeno corpo de chumbo, o que leva a acreditar que a esfera de latão seria "mais pesada" no vazio.
O facto observado é consequência da diferença real do peso dos dois corpos que acaba por ser compensada pela diferença de impulsão exercida pelo ar sobre os mesmos, sendo a diferença de impulsão devida aos corpos terem volumes diferentes e estarem sob o efeito de um fluido homogéneo.
Com este dispositivo é possível medir o peso perdido por um objecto no ar e demonstrar que o mesmo é equivalente ao peso do volume de ar deslocado.  

Este instrumento foi construído por Leyden por volta do século XVIII.
É constituída por quatro pilhas de forma prismática que estão dentro de uma caixa de madeira. As armaduras externas das garrafas estão em contacto umas com as outras e encontram-se ligadas à terra através de uma corrente metálica e as armaduras internas comunicam, paralelamente entre si, por intermédio de varetas metálicas. As garrafas para ficarem simultaneamente electrizadas têm de estar ligadas a uma máquina electrostática.
Este dispositivo funciona como um gerador eléctrico.

Dispositivo inventado por Michael Faraday e aperfeiçoado mais tarde pelo químico alemão Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen.
É um tubo em latão cromado, com uma altura de 15 cm, de diâmetro igual a 11mm e que assenta numa base em ferro pintado. Ao nível desta existe um regulador (válvula) de fluxo de gás e de ar que permite o ajuste da chama, bastando para isso fazer girar o anel associado que abrirá ou fechará a entrada de gás e de ar.
É utilizado para efectuar pequenos aquecimentos materiais não inflamáveis, em laboratórios de Química, pois tem a particularidade de queimar, em segurança, um fluxo contínuo de gás. A forma que apresenta dá segurança ao utilizador, pois impede o risco da chama se propagar até ao depósito de gás que o alimenta. Normalmente queima gás natural (metano com uma reduzida quantidade de propano e butano).
Este modelo de Teclú trabalha habitualmente a uma pressão não muito elevada e a sua capacidade de aquecimento é inferior à dada pelo modelo Mecker, podendo ser contudo utilizado em situações análogas, sendo porém mais utilizado a pressão baixa e aonde existe rede de gás encanado ou contido em botijas pequenas.

Dispositivo desenhado por Faraday e aperfeiçoado por Bunsen.
Constituído por um tubo metálico com uma altura de 23cm, ligado a uma borracha, por onde entra o gás a ser usado na combustão. A base é em alumínio fundido e apresenta orifícios laterais que permitem a entrada do ar, o qual se misturará com o gás de alimentação.
O gás utilizado é habitualmente o gás natural ou um GPL (gás de petróleo liquefeito), como o butano, o propano, ou a mistura de butano e propano.
A estrutura e o regulador de entrada de ar que apresenta, permitem queimar em segurança um fluxo contínuo de gás, de forma a não existir o risco da chama se propagar através do tubo até ao depósito de gás.
Este modelo de Mecker trabalha geralmente a alta pressão, tem uma capacidade de aquecimento maior que a dada pelo modelo de Teclú e pode ser utilizado em situações em que existe rede de gás GLP ou em botijas grandes de gás.
É utilizado em Química para aquecimento, quando as temperaturas exigidas têm de ser elevadas, em Biologia nos campos da Microbiologia e da Biologia Molecular e em Medicina cirúrgica.

Dispositivo idealizado por Hermann Helmholtz em meados do século XIX. É constituído por duas bobinas circulares, planas, cada uma delas contendo N espiras separadas entre si por uma distância igual ao raio das mesmas. A separação entre as bobinas é igual ao raio R comum a ambas. A corrente eléctrica que alimenta as bobinas flui no mesmo sentido e pode ser contínua ou alternada. As suas principais aplicações são; determinação das componentes vertical e horizontal do campo magnético terrestre, na anulação do campo magnético terrestre numa porção elementar de volume, na calibração de medidores de campo magnético de baixa frequência, no estudo dos efeitos causados por campos magnéticos em componentes ou equipamentos electrónicos, nas medidas de susceptibilidade magnética, na calibração de equipamentos de navegação em estudo de efeitos magnéticos, no ajuste de tubos de raios catódicos, no estudo da performance de tubos de foto multiplicadoras em campos magnéticos, nas medidas de magneto-resistência, na desmagnetização de pequenas peças de materiais ferro magnéticos usados em naves espaciais. A nível do ensino de Física ela e usada principalmente em experiências destinadas a determinar a carga especifica do electrão. Se as correntes nas bobinas tiverem sentidos opostos, os campos magnéticos gerados por elas terão sentidos opostos e tal facto gera um gradiente de campo que e utilizado para o calculo da forca magnética sobre uma amostra de material.

Conjunto de duas bobinas formadas por fios de cobre isolados que têm diâmetros diferentes e que podem encaixar entre si. Cada bobina apresenta dois terminais. Quando, por exemplo a bobina de diâmetro maior for atravessada por uma corrente eléctrica produzida por uma pilha verifica–se através de um galvanómetro ligado aos terminais da bobina de diâmetro menor que se gera uma corrente:

  • induzida de sentido oposto ao da corrente indutora quando a bobina de diâmetro menor for introduzida dentro da bobina de diâmetro maior;
  • induzida com o mesmo sentido da corrente indutora quando a bobina de diâmetro menor for retirada do interior da bobina de diâmetro maior;
  • instantânea na bobina de diâmetro menor com o mesmo sentido da corrente na bobina indutora quando se desliga a corrente nesta última;
  • instantânea na bobina induzida e de sentido oposto à corrente que passa na bobina indutora quando esta estiver ligada à corrente.
  • Este dispositivo permite observar fenómenos de indução magnética.

    Instrumento inventado por Henrich Ruhmkorff, em 1851.
    É constituído essencialmente por duas bobinas: a primária (o indutor) e a secundária (o induzido) e por uma lâmina metálica que funciona como um interruptor.
    Ambas as bobinas são de fio de cobre isolado e os seus diâmetros são diferentes.A bobina secundária têm diâmetro menor e um número maior de espiras e está envolvida pela bobina primária de diâmetro maior e com um menor número de espiras.
    O circuito electromagnético é constituído pela bobina primária e por uma pilha.
    Quando se fecha o circuito, a lâmina metálica vibra e provova interrupções bruscas de corrente na bobina primária.Em consequência, a bobina secundária fica sujeita a um campo magnético variável com o tempo, que lhe induz uma força electromotriz.Porém quando o circuito induzido é aberto, surge uma diferença de potencial elevada nos terminais da bobina primária, resultando uma faísca quando se dá a descarga eléctrica.
    Com este dispositivo é possível obter forças electromotrizes elevadas, a partir de uma corrente contínua de baixa tensão e através de bruscas interrupções de corrente na bobina primária.Em suma, este aparelho funciona como um transformador.

    Instrumento constituído por duas bombas: uma permanente munida de um tubo de aspiração que mergulha num reservatório que contem um liquido, por outra bomba aspirante que eleva o líquido do reservatório ao corpo da bomba. Esta bomba pode ser de duplo efeito, ou seja, permite retirar liquido do reservatório e depois conduzi-lo ao outro reservatório.

    Este dispositivo foi fabricado pela empresa Simax. Apresenta uma base rectangular, em baquelite, na qual se insere uma haste metálica vertical que suporta uma alavanca que se move manualmente. Da parte central da haste, saem duas agarras que abraçam um tubo em cristal, que está munido de uma torneira e que termina em funil. Este tubo encaixa num vaso de cristal cilíndrico que contém um liquido; o vaso está apoiado numa base horizontal. O braço da alavanca tem na extremidade uma anilha em borracha que tem o mesmo diâmetro interno do tubo de cristal. Dentro do tubo de cristal existe uma esfera de borracha que se vai deslocando conforme as pressões exercidas, podendo fechar mesmo a passagem do líquido. Este instrumento destina-se a testar e a avaliar forças de pressão.

    Instrumento concebido inicialmente por Otto von Guericke por volta de 1650.
    Constituído essencialmente por um depósito de vácuo, por um recipiente de armazenamento de um gás ou líquido, por válvulas reguladoras de vácuo, por um interruptor, por canos, por colectores e mangueiras. Utilizam óleos especiais que permitem facilitar o movimente das suas partes constituintes.
    Este aparelho pode ser de deslocamento positivo, ou seja, do tipo que transporta uma carga de gás de uma entrada para uma saída ou escape, podendo ainda ser dos tipos centrífugos ou criogênicos.
    Destina-se a produzir o vácuo ou a fazer a reduzir a pressão em excesso de um vácuo já existente.
    Inicialmente serviu para a execução de experiências relacionados com a pressão atmosférica e com a propagação do som.

    Dispositivo também conhecido por máquina hidráulica ou máquina pneumática.
    É constituído fundamentalmente por quatro sistemas: o rotativo hidrodinâmico composto pelo motor e respectivo eixo e que é o responsável pela transformação da energia mecânica em energia hidráulica, o fixo composto pela caixa externa da máquina que contém as secções de entrada e de saída do fluído, tendo como função abrigar o motor e direccionar o escoamento do fluído, o de suporte mecânico constituído pelos elementos mecânicos necessários à sustentação adequada de todos os elementos da máquina e o sistema auxiliar hidrodinâmico composto por elementos necessários ao funcionamento da máquina como: o sistema de vedação que impede a fuga da água pelos interstícios entre a caixa e o motor ou o eixo e o sistema de escoamento do fluído.
    A energia começa por ser transmitida pelo eixo ao motor, a partir da fonte de energia mecânica externa. O motor por sua vez transfere a energia de movimento ao fluído, fazendo com que este acelere o seu escoamento em direcção à periferia, onde a energia do escoamento será convertida em energia hidráulica, na forma de um aumento de pressão.
    Tem como função transformar energia mecânica recebida em energia hidráulica do fluido que está contido no seu interior e que está em movimento; o fluído pode ser líquido ou uma mistura liquida com elementos sólidos.
    Quando se aumenta a energia do fluído, aumenta a velocidade e o deslocamento do mesmo (de acordo com o principio de Bernoulli).
    Geralmente é utilizada para aumentar a pressão de um líquido adicionando a energia resultante ao sistema hidráulico, de modo a que o fluído se desloque de uma zona de menor altitude (menor pressão) para uma zona de maior altitude (maior pressão).

    Dispositivo que consta de um boneco que segura uma vara dobrada e que apresenta nas extremidades duas esferas em latão. O boneco está apoiado sobre um pequeno disco em latão, através de um espigão de ferro existente sob o sue pé esquerdo. O disco por sua vez encontra-se no topo de uma coluna de madeira pintada.
    Os braços, as pernas do boneco e a vara movem-se de forma a ele se equilibrar nas mais variadas posições, o que faz desafiar a própria gravidade. Logo que o mesmo esteja equilibrado, é possível, através de um pequeno toque, fazê-lo mover rotativamente sobre o seu pedrestal.
    Este simples aparelho permite mostrar a importância da posição do centro de gravidade de um corpo relativamente à sua base de sustentação, quando em equilíbrio estável.

    É um tipo de bússola montada sobre uma chapa quadrada de latão, inventada por George Adams. No seu interior, existe uma circunferência graduada e no centro desta, um espigão, onde está apoiada uma agulha magnética. O conjunto está fechado por uma tampa de vidro. A rosa-dos-ventos e a agulha magnética encontram-se no interior de uma caixa de base circular e indica 32 direcções, destacando–se as dos quatro pontos cardeais; o norte é assinalado por uma flor-de-lis.

    Instrumento constituído por William Gilbert, em 1690. Faz parte da sua constituição um transferidor em alumínio que está fixo verticalmente a haste maior de um suporte em latão e uma segunda haste paralela à primeira formando um "U". Entre as duas hastes encontra-se uma agulha magnética que roda num eixo horizontal; as posições verticais e horizontais da agulha são avaliadas por uma escala graduada em graus. O conjunto assenta numa base circular em madeira. Com este dispositivo é possível determinar um meridiano magnético e a inclinação magnética, bastando para isso medir o desvio da agulha magnética provocado pela corrente eléctrica criada junto dela.

    Aparelho fabricado na década de 30 por Herman Kolbe. É constituído por um tripé que sustenta um disco. Do centro deste sai um elemento tubular que a meio da sua altura tem uma coroa circular, disposta verticalmente. Na extremidade inferior do elemento tubular e disposto, horizontalmente, encontra-se um cilindro metálico com tampa de vidro, donde se visualiza uma bússola com escala graduada. Este instrumento permite medir ângulos na horizontal e na vertical.

    Tubo longo, ligeiramente cónico, em folha de latão que apresenta na extremidade mais larga uma porção aberta denominada pavilhão e que na extremidade de menor diâmetro – a oposta tem uma embocadura em frente da qual se fala.
    As reflexões sucessivas experimentadas pelas vibrações sonoras no interior do tubo tendem a propagar-se ao sair do pavilhão, numa direcção paralela ao eixo do instrumento. Desta forma, a voz pode ser levada a uma distância muito maior do que se fosse emitida ao ar livre.