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Este instrumento conhecido por agulha de Oersted funciona simultaneamente como agulha de declinação e de inclinação.
Este tipo de agulha magnética é móvel em torno de um eixo de rotação vertical e/ou horizontal, que por sua vez está ligado a um dispositivo em forma de U, que se encontra na parte superior de um pé, em metal. Nos terminais do dispositivo referido existem botões ou (bornes), a que se pode ligar fios eléctricos que conduzem a corrente eléctrica proveniente de um gerador.
A corrente eléctrica proveniente do gerador cria à sua volta um campo magnético e este, por sua vez, provoca movimentos na agulha magnética. Este instrumento simples é utilizado na experiência de Oersted e pode exercer uma função semelhante á de um galvanómetro.

Instrumento básico geralmente com a forma de um barómetro aneróide, exigido por todas as aeronaves para registar alterações da pressão atmosférica, quando se verifica variações de altitude.
É constituído por uma cápsula aneróide com vácuo parcial interno que está instalada numa câmara que pode ser ou não blindada. Neste último caso, a entrada de ar estático é feita através das perfurações existentes na câmara do instrumento.
A câmara sendo ou não blindada apresenta no seu interior uma pressão estática.
A cápsula aneróide como está sempre sujeita às variações da pressão atmosférica circundante sofre movimentos de dilatação e de contracção, movimentos que são transmitidos a um mecanismo que faz a conversão para uma escala linear do valor da pressão estática.
Nesta última, existe um mostrador que permite visualizar a leitura da altitude ou a altura indicada.
A dilatação da cápsula aumenta com a diminuição da pressão; esta ao ser convertida na escala linear do mostrador, indica valores de altitude (maiores). Porém, quando a cápsula contrai, ocorre um aumento de pressão e a escala indica altitudes menores.

Aparelho inventado por Jacques-Arsène d'Arsonval entre 1851 e 1940. Instrumento utilizado para fazer a medida da intensidade no fluxo da corrente elétrica que passa através da sessão transversal de um condutor. Estes aparelhos inserem-se em série com o ramo onde pretendemos medir a corrente eléctrica e são caracterizados por uma resistência interna muito baixa.

Este aparelho conhecido por relógio de areia foi inventado por um monge de Chatres, de nome Luitprand, em meados do séc. VIII.
É constituído por duas ampolas de vidro unidas pelo gargalo, onde numa das ampolas existe areia. Quando o instrumento é invertido, a areia passa de uma ampulheta para outra por um pequeno orifício localizado no gargalo.
A vida a bordo era regulada por este instrumento. Existiam ampulhetas para tempos de uma hora, duas ou mais horas mas as mais usadas eram as de meia hora.
Este instrumento simples e de pequenas dimensões funcionava como um medidor de tempo.

O Anel de Gravesande foi idealizado pelo matemático e físico holandês Willem Jacob’s Gravesande entre 1688 e 1742. Trata-se de um instrumento constituído por: um tripé em cobre, uma esfera de ferro munida de um pequeno gancho, um arame com as extremidades dobradas para suspender a esfera e um anel metálico. Com este aparelho é possível observar que uma esfera metálica a uma temperatura ambiente pode atravessar o anel metálico sem dificuldade, mas se for aquecida aumenta de volume e já não consegue passar pelo anel, ou seja, permite estudar a dilatabilidade e a contractilidade de corpos por variação de temperatura.

Dispositivo inventado por Pacinotti, em 1860, sendo uma peça do sistema induzido da primeira máquina dinâmo-eléctrica de corrente contínua.
O sistema induzido deste tipo de máquina tem um núcleo e o respectivo enrolamento. O núcleo funciona como suporte mecânico do enrolamento em anel (de Pacinotti), constituído por um conjunto de fios condutores de cobre enrolados, formando bobinas que estão à superficie do núcleo e por fios condutores que ligam as bobinas entre si e ao sistema colector da máquina; a função que tem é fazer concentrar as linhas de força campo magnético aplicado.

Aparelho utilizado por R. Boyle e Edmé Mariotte na segunda metade do séc. XVII.
É constituído por dois tubos cilíndricos, sendo um deles graduado e feito de um material resistente a altas pressões. Possui ainda: um êmbolo, um manômetro e uma válvula de descarga e de ventilação.
Ao rodar cabo, o êmbolo movimenta-se sobre um bastão que está roscado no cilindro, de forma a ser produzida uma pressão alta ou baixa conforme se pretender.
Inicialmente provoca-se uma variação do volume de ar contido no interior do tubo cilíndro interno e de seguida avalia-se a pressão registada no manômetro. Verifica-se que o volume e a pressão variam na razão inversa quando a temperatura é constante.
Destina-se a verificar experimentalmente a Lei de Boyle-Mariotte.

Dispositivo composto por um tubo longo que está ligado a um reservatório circular. Este último está munido de orifícios, onde se inserem tubos manométricos contendo mercúrio.
Enchendo o aparelho com água e exercendo pressão sobre a mesma, por intermédio de um êmbolo que atravessa o tubo longo, verifica-se que o mercúrio se eleva à mesma altura em todos os tubos manométricos.
É usado na demonstração da Lei de Pascal, segundo a qual a pressão exercida sobre um determinado líquido propaga-se integralmente em todos os sentidos a todos os pontos do líquido.

Dispositivo que faz parte do aparelho de telegrafia sem fios (sistema Telefunken) inventado no século XIX. Este permite efectuar transmissões semelhantes às transmissões por satélite, comunicações a longas distâncias e em situações em que há necessidade de recorrer ao código de morse (em situações de perigo).
A foto corresponde ao sistema emissor do aparelho, o qual é constituído pelas seguintes peças: bateria, bobina de Ruhmkorff (transformador), excitador e antena. O conjunto está inserido numa placa rectangular isolante de madeira pintada de preto e está ligado a um receptor sem fios que tem uma campainha; esta emite o som que o produtor de mensagens transmite através da antena.

Dispositivo que faz parte do aparelho de telegrafia sem fios (sistema Telefunken) que foi inventado no século XIX. Este permite efectuar transmissões semelhantes às transmissões por satélite, comunicações a longas distâncias e em situações em que há necessidade de recorrer ao código de morse (em situações de perigo).
A foto corresponde ao sistema receptor do aparelho, o qual apresenta as seguintes peças: antena, bobina de indução, condensador principal, condensador auxiliar, campainha, colector e cilindro. O conjunto encontra-se ligado ao sistema emissor e está inserido numa placa rectangular isolante de madeira pintada de preto.

Aparelho simples que consiste em dois discos de diâmetros diferentes que giram em simultâneo, por meio de uma correia, accionada por uma manivela, em volta de eixos verticais. O diâmetro de um dos discos é metade do diâmetro do outro e cada um deles tem de um e outro lado do centro, pequenas cavidades onde se podem colocar esferas de massas diferentes e com o mesmo diâmetro.
Colocando num dos discos duas esferas de materiais diferentes (por exemplo uma de madeira e a outra de metal) e à mesma distância do centro, verifica-se que quando o disco é posto a girar de modo a aumentar a respectiva velocidade de rotação, a esfera de metal salta para fora do disco, enquanto que a esfera de madeira se mantêm na cavidade. Tal facto mostra que para a mesma velocidade angular e para o mesmo raio da trajectória, a força centrífuga é proporcional à massa da esfera. Se as esferas forem iguais e estiverem colocadas a distâncias diferentes do centro do disco, saltará para fora, a esfera mais afastada do centro, mantendo-se a outra na cavidade, ou seja, para a mesma massa e para a mesma velocidade angular, a força centrífuga aumenta com o raio da trajectória. No caso das esferas serem iguais e estarem colocadas sobre os discos em rotação e de diâmetros diferentes a distâncias iguais do centro de cada disco, a esfera colocada no disco de diâmetro menor é a que salta primeiro. Assim para a mesma massa e para o mesmo raio de trajectória, a força centrífuga aumenta com a velocidade angular.
Através deste dispositivo é possível demonstrar que a força centrífuga é directamente proporcional à massa do móvel, ao raio da trajectória descrita e ao quadrado da velocidade angular de rotação.

Fabricado em Leybold, na Alemanha.
O aparelho é composto por dois pés em vidro, cujas extremidades são em latão e assenta numa base em metal. Na parte superior dos pés, estão encaixadas duas hastes metálicas; uma das hastes termina num disco e a outra numa ponta. A haste metálica que termina em disco está colocada em frente da haste que termina em ponta.
Este instrumento permite distinguir duas espécies diferentes de electricidade - a electricidade positiva que passa facilmente da ponta para o disco e a negativa que passa do disco para a ponta.

Este instrumento foi inventado pelo físico francês Charles Haldat em 1947.
Possui um suporte que mantém fixo um cilindro, ao qual se adapta, na parte superior, um vaso em forma de U (aparafusado no cilindro). Na parte inferior existe um disco simplesmente encostado. O disco está suspenso do travessão de uma balança. O vaso referido pode ser substituído por outros de formas diferentes e alturas iguais.
Destina-se à determinação da pressão exercida por um líquido no fundo dos recipientes onde está contido.

Constituído por uma proveta com duas tubuladuras, cujas rolhas são atravessadas por termómetros. A circundar a proveta, a meio da sua altura e entre os dois termómetros existe um reservatório.
Na proveta lança-se água até os termómetros ficarem com as respectivas ampolas imersas. Ao fim de um determinado tempo, avalia-se a temperatura no termómetro da parte superior (15º. C, por exemplo) e, de seguida, deita-se no reservatório uma mistura de sal marinho + gelo. Avaliando a temperatura em ambos os termómetros verifica-se que no termómetro situado na parte superior mantêm a temperatura de 15º. C enquanto que a temperatura avaliada pelo termómetro da parte inferior baixa até 4º. C. Passado algum tempo, a temperatura dada por este último mantêm-se e a temperatura avaliada pelo termómetro da parte superior começa a baixar.Quando a temperatura no termómetro da parte superior atingir 0º. C, a temperatura indicada pelo outro continua a ser de 4º. C e ambos só indicarão 0º. C a partir do momento que a água congele.
Utilizado para determinar a temperatura da água quando a sua densidade é máxima.

Dispositivo que consiste em um recipiente que tem pressas às suas paredes,barras de diferentes materiais que estão cobertas de cera.
No recipiente existe água quente e, por condução, o calor é transferido às barras;a cera derrete e uma parcela das barras fica a descoberto.
Avaliando o comprimento da barra que fica a descoberto num determinado intervalo de tempo é possível determinar qual dos materiais das barras é melhor condutor.
Destinado a avaliar o poder condutor de diferentes materiais.

Aparelho inventado por Silbermann em 1711. É constituído por um círculo graduado de 0º a 90º disposto verticalmente e por duas réguas móveis em torno do centro.Cada uma das réguas possui um diafragma com um pequeno oríficio.No centro do disco existe uma tina hemicilindríca de paredes transparentes e no pé do dispositivo existe uma régua horizontal que se pode movimentar ao longo de um eixo central Colocando água numa tina ou um outro líquido, a superfície destes funciona como um espelho. Apresenta, ainda, uma agulha móvel dirigida segundo os raios do círculo que permite fixar a direcção dum raio incidente que é orientado pelo espelho auxiliar e por uma segunda agulha móvel em torno do centro. Esta última deve ser deslocada até que se visualize a projecção da imagem do orifício, que está junto ao espelho auxiliar, produzida pelo espelho central. Nestas condições observa – se que os ângulos de incidência e de reflexão são iguais e que o raio incidente, a normal no ponto de incidência e o raio reflectido estão no mesmo plano. A sua aplicação é na verificação das Leis da reflexão da luz e na observação da reversibilidade dos raios luminosos.

Dispositivo utilizado para demonstrar a Lei de Boyle – Mariotte.
Do aparelho fazem parte os seguintes elementos: um suporte, régua graduada, vaso (célula de medidas), vaso termostático que contêm o gás em estudo, camisa termostática, uma entrada e saída de água, local onde é introduzido o termômetro para medida da temperatura de equilíbrio, vaso de mercúrio, haste móvel que permite a deslocação do vaso na vertical, tampão de borracha e tubo de plástico.
Para se iniciar uma experiência com o aparelho é preciso desligar primeiro o tubo de borracha da célula de medidas e para isso solta-se as presilhas de ligação.De seguida, deve-se verificar que não há mercúrio nesta região (condição fundamental). A célula de medidas depois de ser separada e invertida de um ângulo de 180º é fixada a uma haste e o tubo flexível deverá ser colocado ao mesmo nível que o vaso de mercúrio. A célula que contém o gás (fluido de trabalho) deverá ser presa ao suporte e ficar com a cabeça para baixo, de forma a que se possa introduzir o mercúrio pelo funil superior (no caso de se querer trabalhar com massas menores do que o ar). O vaso de mercúrio e o tubo de plástico devem estar por sua vez completamente cheios com mercúrio e dispostos de forma a que o mercúrio não extravase. O nível de mercúrio no vaso de reserva e no tubo de plástico devem estar à mesma altura.A união do tubo de plástico à célula de medidas é feita pelo tubo de borracha e para isso bastará unir as duas partes através das presilhas.Depois de girar a célula de medidas de um ângulo de 180º, retira-se o tampão do vaso de mercúrio e liga-se a célula ao suporte. Para eliminar bolhas de ar é necessário dar pequenos golpes no tubo de plástico.
A coluna de ar tem de estar protegida por um recipiente de regulação de temperatura e a coluna de ar e a coluna de mercúrio devem estar ligadas entre si por um tubo de plástico em forma de U. A fim de manter a temperatura constante, liga-se o banho termostático à camisa da célula de medida, escolhendo a temperatura desejada, o que demora algum tempo. Em seguida, abre-se o tampão do vaso de mercúrio para que a coluna sofra a acção da pressão atmosférica e faz-se variar a coluna de mercúrio. A leitura para o volume e para a variação da pressão de cada medida é feita na escala do aparelho; o volume é obtido directamente pela altura de ar encontrado dentro da célula e a variação de pressão dada pela diferença entre a altura do mercúrio na coluna e a altura de mercúrio dentro da célula.

Aparelho simples e de funcionamento fácil que permite determinar o equivalente mecânico para o calor.
Constituído por um cilindro em madeira que tem areia no interior e um termómetro embutido e por uma peça que liga o cilindro a uma manivela. O conjunto está assente numa mesa horizontal por uns suportes que o fixam à mesma.
Em torno do cilindro enrola-se uma corda em nylon que tem uma das extremidades presa e a outra solta; esta última tem um gancho que permite a suspensão de pesos que irão fazer girar o cilindro.
O trabalho realizado para girar o cilindro é convertido em energia térmica pelo atrito entre o cilindro e a corda, sendo a energia térmica medida pela temperatura avaliada pelo termómetro.
Através da razão entre o trabalho realizado e a energia térmica produzida e transmitida ao cilindro determina-se o equivalente mecânico para o calor.

Dispositivo constituído por uma caixa articulada de forma paralelopipédica em madeira e aberta. No tecto da caixa e no interior da mesma existe um gancho por onde passa um fio e aonde se suspende um corpo metálico em forma de cone e relativamente pesado.
A caixa deve estar colocada sobre uma mesa, a fim de se poder deslocar o fio que contém o peso suspenso.A caixa ao ser empurrada para um dos lados faz com que o corpo suspenso se aproxime da vertical que passa pela periferia do tampo da mesa e, assim, o centro de gravidade do conjunto desloca-se no mesmo sentido. Quando a vertical que passa pelo centro de gravidade do conjunto intersectar a superfície de apoio da caixa sobre a mesa, esta ficará em equilíbrio. Porém, se o peso for puxado totalmente para o exterior da caixa, de modo a que o centro de gravidade do conjunto fique localizado sobre uma vertical que não intersecte o tampo da mesa, a caixa inclina-se e o peso suspenso move-se, aproximando-se da vertical que passa pela periferia da mesa. Nestas condições, o conjunto ficará apoiado sobre a mesa apenas por uma linha de apoio que é transversal ao eixo longitudinal da caixa.Para atingir a configuração de equilíbrio é necessário que esta linha se encontre, necessariamente, acima do centro de gravidade do conjunto.Se o conjunto for largado duma posição tal que a vertical que passa pelo seu centro de gravidade não intersecte a linha de apoio, então iniciar-se-á um movimento pendular amortecido até ao momento de se atingir a posição de equilíbrio. Este dispositivo é utilizado para demonstrar que um corpo só ficará em equilíbrio, se a vertical que passa pelo seu centro de gravidade intersectar a sua base de sustentação e para verificar que o equilíbrio só será estável, quando o centro de gravidade do corpo estiver localizado abaixo da base de sustentação.

Este dispositivo foi idealizado pelo químico inglês Humphry Davy entre 1778 e 1829. No arco voltaico a carvão, os dois eléctrodos de carbono são postos em contacto e de seguida são ligeiramente afastados. Uma corrente eléctrica intensa aquece os eléctrodos no ponto de contacto. Quando se separam os eléctrodos, o fluxo continua através do vapor de carbono que os envolve, formando um arco luminoso (corrente de ar quente que se eleva e toma a forma de arco). Hoje, é utilizado para soldagem, corte a plasma e em lâmpadas de arco voltaico.

Instrumento idealizado por Nicholson, em 1790.
É um cilindro em metal cujas extremidades têm a forma de cone. Em cada um da sua extremidade existe uma haste. Na extremidade interna da haste existe uns traços perfurada e na outra um dispositivo em forma de disco.
Destina-se a determinar o peso específico de corpos sólidos (principalmente minerais) insolúveis na água.

São condutores de corrente que fazem parte dos acessórios de um dispositivo constituído por dois suportes, em latão, providos de cápsulas que contêm mercúrio e que estão assentes numa base rectangular em madeira. Além das armaduras móveis, o aparelho possui outro acessório: uma armadura rectângular fixa que se encontra nas proximidades e que também está assente numa base rectângular em madeira.
As armaduras além de independentes são móveis e apresentam as seguintes formas: rectangular, circular, em espiral (solenóide) e estão suspensas por um fio de seda que as regula em altura. Utilizadas para evidenciar as linhas de força produzidas por condutores alimentados por uma corrente eléctrica de fraca intensidade.